| Na nossa actividade
a existências de vínculos, envolvências
e compromisso com o tecido social, cultural e desportivo
a nível local , assume importância
estratégica. Afim é aqui que vivem
e desenvolvem a sua actividade os sócios
da cooperativa.
Nas Cooperativas a que corresponde
uma única loja, ou mais de uma mas próximas,
esta relação com a envolvente local
está implícita.
Nas cooperativas que resultaram
dos processos de concentração iniciados
na década de 90, foi necessário
encontrar formas, que respeitando as restrições
legais existentes e os princípios democráticos,
permitissem dar voz, capacidade de intervenção
e realização aos homens e mulheres
que muitas vezes estavam na origem das Cooperativas,
mas que com a necessária separação
entre actividade económica e associativa
tiveram dificuldade de encontrar o seu espaço
de intervenção.
A estrutura formal encontrada
foram as Delegações Locais, que
localmente eleitas, desenvolvem a sua actividade
nas áreas cultural, recreativa e desportiva
numa perspectiva de comunhão de interesses.
Estas estruturas, têm
vindo a ser progressivamente desenvolvidas e apoiadas,
são regularmente eleitas pelos sócios,
dispõem de orçamento próprio
e representam a Cooperativa a nível local.
A centralização
da gestão, por razões de eficácia
económica, deve ser compensada pela descentralização
da vida associativa e fomento da participação
democrática.
O enunciado anteriormente
é tarefa difícil, mas, gradualmente,
as Delegações Locais vão
sendo eleitas pelos Cooperadores, ficando legitimadas
e com estatuto, para gerir o sociocultural e representar
a Cooperativa localmente. Assim encontram-se eleitas
oito Delegações Locais, ou seja
36%, que trabalham em Grândola, Setúbal,
Brejos de Azeitão, Pinhal Novo, Alhos Vedros,
Baixa da Banheira, Lavradio e Samora Correia.
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